A Cadeira Vazia
Cordel animado sobre dona Rosa, uma mãe nordestina que põe um prato a mais na mesa enquanto o filho, João, vive longe em busca de trabalho. Uma história sobre migração, saudade e falta de oportunidade no interior, contada em versos de cordel.
Roteiro, vozes, imagens e trilha criados pela Ruptura IA com inteligência artificial.
Letra e narração
Toda noite, dona Rosa, punha um prato a mais na mesa, depois vinha a lembrança, depois
vinha aquela tristeza, seu menino estava longe, foi buscar outra certeza.
Na partida, uma mochila, dois abraços no portão, ela ajeitou sua camisa, ele escondeu a aflição,
quem olhava via um homem, ela via seu João, foi tentar ganhar vida, onde havia contratação,
já deixara seu currículo, pela feira e construção, não queria tanta estrada, só queria ocupação.
A cadeira ficou vazia, mas ninguém deixou de amar, foi a vida ficando estreita, foi preciso procurar,
dói saber que tanta gente tem que ir pra melhorar.
Pelo áudio, ele dizia, mãe, tá tudo bem por cá, mas não disse que o salário mal pagava seu jantar,
ela disse, estou tranquila, pra não vê-lo se culpar.
Na campanha, aquela rua, tinha festa e multidão, hoje o posto está sem médico, sem remédio e sem plantão.
Dona Rosa volta à casa, sem nenhuma solução, a cadeira ficou vazia, mas ninguém deixou de amar,
foi a vida ficando estreita, foi preciso procurar, dói saber que tanta gente tem que ir pra melhorar.
Quero ver aquela mesa, com mais riso e menos dor, quem partir, que vá pro sonho, por vontade, por amor,
que ficar também permita uma vida de valor.
Transcrição da narração do filme.